A fibromialgia é uma condição marcada por dor musculoesquelética difusa, fadiga persistente e alterações do sono. Uma das dúvidas mais frequentes entre pacientes é se o movimento agrava ou alivia os sintomas. A resposta não é absoluta: o efeito do exercício depende do tipo, da intensidade e da regularidade.

Por que o movimento é importante?
Na fibromialgia, a dor não está associada a lesões musculares ou articulares, mas a uma alteração no processamento da dor pelo sistema nervoso central. Por isso, o movimento adequado atua como modulador da dor, melhora a circulação, reduz a rigidez muscular e contribui para o bem-estar geral.
Quando há sedentarismo prolongado, ocorre o efeito oposto: aumento da rigidez, piora da fadiga e maior limitação funcional.
O que ajuda no controle dos sintomas?
Exercícios aeróbicos leves a moderados são os mais recomendados, especialmente caminhada, bicicleta ergométrica e atividades aquáticas. Quando praticados de forma regular e progressiva, tendem a reduzir a dor e melhorar a resistência física.
Alongamentos também são úteis, desde que realizados de maneira lenta e sem insistência na dor. O objetivo não é ampliar limites, mas manter mobilidade e reduzir tensão muscular.
Já o fortalecimento muscular pode ser benéfico quando feito com cargas leves e progressão gradual. Em excesso ou sem orientação, costuma desencadear piora dos sintomas.
Atividades que integram corpo e mente, como pilates adaptado e práticas respiratórias, costumam apresentar boa tolerância e ajudam no controle do estresse, fator diretamente associado às crises de dor.
O que costuma piorar a fibromialgia?
O principal erro é iniciar exercícios intensos ou aumentar carga de forma abrupta. Treinos de alta intensidade ou sem adaptação frequentemente provocam crises dolorosas tardias, levando à frustração e à interrupção da atividade física.
Outro fator relevante é a inatividade. Evitar movimento por medo da dor reforça o ciclo de rigidez, fraqueza muscular e hipersensibilidade dolorosa.
Além disso, movimentos repetitivos sem pausas, especialmente no ambiente de trabalho, tendem a agravar dor localizada e sensação de exaustão corporal.
Dor durante o exercício: quando é esperado?
É comum que exista leve desconforto nas primeiras semanas, sobretudo em pessoas sedentárias. No entanto, dor intensa e persistente após o exercício, piora progressiva dos sintomas ou fadiga desproporcional indicam necessidade de ajuste no plano de movimento.
A importância da orientação profissional
O movimento faz parte do tratamento da fibromialgia, mas não deve seguir um modelo único. A orientação profissional permite ajustar a intensidade dos exercícios, respeitar os períodos de crise e definir estratégias compatíveis com a realidade de cada paciente.
Quando há dúvidas sobre como se movimentar com segurança ou dificuldade em manter uma rotina adequada, uma avaliação na Corts possibilita um direcionamento individualizado, com orientações alinhadas aos sintomas, à funcionalidade e aos objetivos de cada pessoa.





