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Fios de ouro na acupuntura: o que a ciência diz

13Nos últimos anos, terapias alternativas que prometem rejuvenescimento, alívio da dor e benefícios estéticos ganharam espaço nas redes sociais e em clínicas. Entre essas práticas, o uso de fios de ouro inseridos no corpo, muitas vezes associados à acupuntura, tem chamado atenção. No entanto, apesar do apelo visual e das promessas de resultados duradouros, a ciência levanta alertas importantes sobre eficácia e segurança.

acupuntura fio de ouro

A técnica consiste na implantação de pequenos fragmentos ou fios de ouro sob a pele, geralmente com a justificativa de estimular pontos energéticos, reduzir inflamações ou promover efeitos estéticos prolongados. Em teoria, o ouro atuaria como um estímulo permanente no organismo.

Na prática, porém, esse procedimento se afasta dos princípios tradicionais da acupuntura, que utiliza agulhas temporárias e removíveis. Ou seja, trata-se de uma intervenção invasiva, e não de uma técnica clássica da medicina tradicional chinesa.

O que a ciência diz sobre essa prática

Do ponto de vista científico, não há evidência sólida que comprove benefícios terapêuticos duradouros do implante de fios de ouro para dor crônica, rejuvenescimento ou melhora funcional. Até o momento, conclui-se que não há superioridade dessa técnica em relação a tratamentos convencionais ou mesmo à acupuntura tradicional.

Além disso, revisões científicas apontam que os efeitos relatados são, em grande parte, subjetivos ou atribuídos ao efeito placebo. Portanto, as promessas feitas por alguns profissionais não encontram respaldo consistente na literatura médica e pode apresentar riscos.

Achados em exames de imagem: quando o ouro aparece no raio-X

Em alguns casos, exames de imagem como raio-X e tomografias identificam pequenos fragmentos metálicos no corpo de pacientes que passaram por esse tipo de procedimento. Esses achados, não indicam benefício clínico. Pelo contrário, a presença de material metálico permanente pode dificultar exames futuros, gerar confusão diagnóstica e levantar dúvidas sobre possíveis reações inflamatórias ao longo do tempo.

Embora muitas vezes divulgada como “natural” ou “segura”, a técnica pode comprometer a saúde do paciente. Os perigos incluem infecções locais, reações inflamatórias, migração dos fragmentos metálicos e dor persistente no local do implante.

Além disso, quando realizada por profissionais sem formação adequada ou fora de ambientes controlados, o risco de complicações aumenta. Por isso, sociedades médicas alertam para o uso indiscriminado de terapias invasivas sem respaldo científico.

E quanto às aplicações estéticas?

Nos últimos anos, o uso de fios metálicos ganhou espaço em procedimentos estéticos com promessas de rejuvenescimento facial e estímulo de colágeno. Assim como no contexto terapêutico, não há evidência científica robusta que comprove eficácia ou segurança a longo prazo dessas práticas. Dessa forma, o uso de fios de ouro para fins estéticos deve ser visto com cautela, especialmente quando apresentado como solução definitiva ou sem riscos.

Buscar alternativas para aliviar dor ou melhorar a aparência é legítimo. Contudo, é fundamental diferenciar práticas complementares seguras de intervenções invasivas sem comprovação científica. A informação baseada em evidências é uma ferramenta essencial para decisões conscientes.

Na CORTS, priorizamos abordagens baseadas em evidências, segurança e cuidado individualizado. Se você convive com dor crônica ou busca alternativas de tratamento, procure orientação profissional qualificada antes de optar por terapias invasivas. Agende uma consulta conosco, afinal, informação correta também é cuidado com a saúde.

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Nota ao leitor: As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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