
A marcha, ou forma como caminhamos, é uma atividade fundamental em nossas vidas, mas, à medida que envelhecemos, disfunções na marcha podem se tornar mais comuns, afetando a qualidade de vida.
A capacidade de caminhar, levantar-se de uma cadeira, virar-se e inclinar-se desempenha um papel crucial na independência dos idosos, impactando diretamente suas atividades diárias. A qualidade da marcha, a velocidade ao levantar-se e a habilidade de manter a postura são indicativos importantes da capacidade funcional de uma pessoa idosa. Neste artigo, exploraremos as mudanças normais associadas à idade na marcha, bem como distúrbios que podem afetar a mobilidade dos idosos.
Alterações normais na marcha relacionadas à idade
Velocidade da marcha
A rapidez da caminhada permanece estável até cerca dos 70 anos, diminuindo posteriormente. A velocidade da marcha é um indicador significativo de mortalidade, sendo tão preponderante quanto o número de doenças crônicas. Idosos que caminham lentamente têm maior risco de mortalidade.
Passos menores
A diminuição na velocidade da caminhada ocorre devido a passos menores, geralmente atribuídos à fraqueza dos músculos da panturrilha. Idosos compensam essa fraqueza utilizando mais os músculos flexores e extensores do quadril.
Cadência
A cadência, ou número de passos dados por minuto, não diminui com a idade. Varia de acordo com o comprimento da perna, sendo uma característica individual.
Apoio duplo
O tempo gasto em apoio duplo (ambos os pés no chão durante um passo) aumenta com a idade, proporcionando maior estabilidade, especialmente em superfícies irregulares ou quando há medo de queda.
Postura da marcha
A postura da marcha se altera ligeiramente com o envelhecimento, com uma rotação da pelve mais voltada para baixo e aumento da curva da região lombar (lordose lombar). Isso pode ser atribuído à fraqueza dos músculos abdominais e flexores do quadril.
Alterações anormais na marcha
Assimetria
A assimetria constante pode indicar problemas nos nervos, ossos ou articulações. Quando não é evidente, pode estar relacionada a problemas no cérebro ou uso de certos medicamentos.
Dificuldade de iniciar ou continuar a caminhar
Dificuldade em iniciar ou continuar a caminhar pode ser indicativa de doenças do movimento, como a doença de Parkinson.
Retropulsão
Retropulsão, quando ocorre involuntariamente ao tentar começar a caminhar, pode estar associada a distúrbios nos lobos frontais do cérebro, parkinsonismo ou pequenos acidentes vasculares cerebrais.
Pé pendente
Pé pendente, causado por fraqueza ou paralisia dos músculos, resulta em dificuldade para levantar a parte da frente do pé durante um passo.
Passada curta e aumento da passada
Passada curta pode ser causada por medo de cair ou por problemas nervosos, enquanto a aumento da passada está relacionado a doenças nos joelhos, quadris ou cerebelo.
Circundução
Circundução, um movimento em arco dos pés ao caminhar, pode ocorrer devido a fraqueza muscular pélvica.
Inclinação do tronco
Uma pessoa cujo tronco se inclina para o lado pode estar compensando a dor nas articulações devido a artrite ou pé pendente.
Avaliação da marcha
Os médicos procuram determinar fatores contribuintes para distúrbios da marcha através de uma abordagem holística:
- Conversando sobre queixas, temores e objetivos relacionados à mobilidade.
- Observando a marcha com e sem dispositivos de assistência.
- Avaliando todos os componentes da marcha, como início, comprimento e altura dos passos.
De maneira resumida: Identificando disfunções da marcha em idosos
- Padrão de marcha alterado: Observe se há mudanças no padrão de marcha, como passos mais curtos, arrastar dos pés ou inclinação excessiva para frente.
- Dificuldade de equilíbrio: Avalie se o idoso demonstra dificuldade em manter o equilíbrio ao caminhar, podendo ser indicativo de problemas neuromusculares.
- Variações na velocidade: Fique atento a variações significativas na velocidade da marcha. Uma marcha excessivamente lenta ou rápida pode indicar problemas.
- Postura Inadequada: Verifique se há uma postura inadequada durante a caminhada, como curvatura excessiva das costas ou cabeça inclinada para frente.
- Dor ou desconforto: Pergunte sobre a presença de dor ou desconforto ao caminhar, especialmente nas articulações ou região lombar.
O que fazer em caso de disfunções da marcha?
Em caso de disfunções da marcha, é fundamental buscar avaliação e orientação de profissionais de saúde, como ortopedistas, fisioterapeutas ou médicos especializados em reabilitação.
Prevenção e tratamento
- Altos níveis de atividade física, incluindo caminhadas regulares, são essenciais para manter a mobilidade em idosos.
- Treinamento de força e equilíbrio contribuem para a prevenção de distúrbios na marcha.
- Programas de exercícios, como caminhada nórdica, treinamento de força e equilíbrio, são recomendados para melhorar a marcha.
- Dispositivos de assistência, como bengalas e andadores, podem ser utilizados para proporcionar confiança e segurança.
A Clínica Corts está comprometida em ajudar os idosos a manterem uma mobilidade saudável. Se você ou um ente querido está enfrentando desafios na marcha, agende uma consulta para uma avaliação abrangente e um plano de tratamento personalizado.
Caminhar com segurança é o primeiro passo para uma vida ativa e independente.
Ao identificar e tratar precocemente disfunções da marcha em idosos, é possível melhorar a qualidade de vida e promover uma locomoção mais segura e independente. A Clínica Corts está comprometida em fornecer cuidados especializados para idosos, ajudando-os a manter uma vida ativa e saudável. Agende uma consulta hoje mesmo e caminhe em direção à saúde e bem-estar duradouros. Agende aqui sua consulta.





