O Dia da Ginástica Olímpica celebra uma modalidade que exige força, flexibilidade, coordenação e controle corporal em alto nível. Ao mesmo tempo, essa combinação de exigências expõe atletas (profissionais ou amadores) a um risco aumentado de lesões musculoesqueléticas. Por isso, a ortopedia desempenha papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento dessas condições.

Por que a ginástica exige atenção ortopédica
A ginástica envolve movimentos repetitivos, impactos frequentes, amplitudes articulares extremas e cargas elevadas sobre articulações ainda em desenvolvimento, especialmente em atletas jovens. Dessa forma, o corpo precisa lidar, constantemente, com sobrecargas que podem ultrapassar sua capacidade de adaptação.
Além disso, o treinamento intenso e precoce, comum na ginástica, favorece microtraumas acumulativos. Com o tempo, esses microtraumas podem evoluir para lesões estruturais, caso não haja acompanhamento adequado.
Lesões mais observadas na prática da ginástica
Do ponto de vista ortopédico, algumas regiões do corpo concentram a maior parte das lesões. Entre elas, destacam-se punhos, ombros, coluna, quadris, joelhos e tornozelos.
Nos membros superiores, o ortopedista observa com frequência sobrecarga nos punhos e nos ombros, causada pelo apoio repetido do peso corporal e pelos movimentos suspensos. Já na coluna, são comuns dores lombares e alterações relacionadas à hiperextensão, especialmente em exercícios de solo e aparelhos.
Nos membros inferiores, saltos e aterrissagens sucessivas aumentam o risco de lesões nos joelhos e tornozelos, além de fraturas por estresse. Assim, mesmo na ausência de um trauma único, a repetição excessiva pode levar à dor persistente e à limitação funcional.
O impacto do crescimento em atletas jovens
Grande parte dos praticantes de ginástica inicia o esporte ainda na infância. Nesse período, ossos, cartilagens e placas de crescimento estão em desenvolvimento. Por isso, a ortopedia observa com atenção lesões relacionadas ao crescimento, como apofisites, inflamações tendíneas e alterações posturais.
Quando o treinamento não respeita os limites do corpo em formação, o risco de lesões aumenta. Consequentemente, o acompanhamento regular ajuda a identificar sinais precoces e ajustar cargas de treino antes que o problema se agrave.
A importância da prevenção
A prevenção ocupa lugar central no cuidado ortopédico do atleta. Nesse sentido, avaliar postura, alinhamento articular, flexibilidade e força muscular permite identificar fatores de risco. Além disso, orientar períodos adequados de descanso, variação de estímulos e recuperação reduz a chance de lesões por sobrecarga.
Da mesma forma, o trabalho integrado com fisioterapia contribui para o fortalecimento muscular, melhora do controle motor e correção de padrões de movimento inadequados.
Quando procurar o ortopedista
Dor frequente, queda de desempenho, limitação de movimento ou desconforto que persiste após o treino não devem ser ignorados. Nessas situações, o ortopedista avalia a causa da queixa, solicita exames quando necessário e define a melhor conduta.
Quanto mais precoce a avaliação, maiores são as chances de recuperação completa e retorno seguro ao esporte.
Na CORTS, acompanhamos atletas em diferentes fases do treinamento, com atenção individualizada e baseada em evidências. Se você pratica ginástica e sente dores ou desconfortos recorrentes, agende uma consulta conosco e cuide do seu corpo para seguir em movimento com segurança.





