O Dia Internacional da Medicina Integrativa propõe uma reflexão sobre formas de ampliar o cuidado em saúde por meio da associação entre práticas convencionais e terapias complementares. No campo da ortopedia, essa discussão se torna especialmente relevante, uma vez que dores musculoesqueléticas, limitação funcional e quadros crônicos exigem acompanhamento contínuo e estratégias bem definidas.
Diante desse cenário, surge uma pergunta frequente: a medicina integrativa realmente contribui para o tratamento ortopédico?

O que caracteriza a medicina integrativa
A medicina integrativa associa tratamentos médicos baseados em evidências a práticas complementares que buscam melhorar o bem-estar global do paciente. Ou seja, ela não substitui a medicina convencional. Pelo contrário, atua como complemento quando existe indicação clara e acompanhamento profissional.
Entre as práticas mais conhecidas estão acupuntura, técnicas de respiração, mindfulness, yoga e outras abordagens voltadas à redução do estresse. Ainda assim, a aplicação dessas práticas exige critério, avaliação clínica e definição de objetivos terapêuticos.
Como a medicina integrativa pode contribuir na ortopedia
O tratamento ortopédico prioriza estrutura, função e movimento. No entanto, fatores como estresse, sono inadequado e percepção da dor interferem diretamente na recuperação. Nesse sentido, algumas práticas integrativas podem auxiliar como suporte ao tratamento principal.
Por exemplo, técnicas de relaxamento ajudam a reduzir tensão muscular e facilitam a adesão à fisioterapia. Além disso, a acupuntura, quando realizada por profissional habilitado, pode atuar como recurso complementar no alívio da dor musculoesquelética em determinados casos. Assim, o paciente tende a participar de forma mais ativa do processo de reabilitação.
O que a medicina integrativa não substitui
Apesar dessas contribuições, a medicina integrativa não substitui a avaliação ortopédica, os exames de imagem, a fisioterapia estruturada ou a cirurgia quando indicada. Portanto, não deve ser utilizada como abordagem exclusiva, sobretudo em fraturas, deformidades estruturais ou lesões com instabilidade.
Da mesma forma, práticas que prometem cura definitiva ou resultados rápidos sem base científica exigem cautela. Nesse contexto, a segurança do paciente deve sempre prevalecer.
Evidência científica e limites da abordagem
Estudos científicos mostram que algumas práticas integrativas auxiliam no manejo da dor e no bem-estar geral. Entretanto, os resultados variam conforme o método utilizado, o perfil do paciente e a condução profissional. Por isso, o uso dessas práticas deve ocorrer de forma individualizada e integrada a um plano terapêutico bem definido.
Além disso, o paciente precisa informar o ortopedista sobre qualquer terapia complementar em uso. Dessa maneira, o profissional consegue orientar o tratamento de forma segura e evitar atrasos ou interferências inadequadas.
Na CORTS, a equipe conduz o cuidado musculoesquelético de forma responsável, individualizada e baseada em evidências. Se você tem dúvidas sobre terapias integrativas ou deseja orientação segura, agende uma consulta conosco e avalie, junto a um especialista, quais abordagens fazem sentido para o seu caso.





