A diabetes é conhecida por causar alterações na glicose e afetar órgãos como os rins, os olhos e o coração. No entanto, nem todo mundo sabe que a doença também pode comprometer o sistema musculoesquelético, que envolve músculos, ossos, articulações e tendões. Essas alterações impactam diretamente a mobilidade e a qualidade de vida, tornando o acompanhamento ortopédico essencial.

Quando o açúcar alto afeta o movimento
A glicose elevada no sangue, típica da diabetes, pode causar inflamação crônica e alterações nos tecidos, afetando a forma como o corpo se movimenta. Com o passar do tempo, o excesso de açúcar danifica nervos, vasos sanguíneos e estruturas musculares, reduzindo a força e a flexibilidade.
Além disso, o corpo passa a ter mais dificuldade em regenerar tecidos e ossos, o que torna lesões e fraturas mais comuns. Por isso, pacientes diabéticos precisam estar atentos a qualquer sinal de dor, rigidez ou perda de movimento.
Principais complicações ortopédicas da diabetes
A diabetes pode se manifestar de várias formas no sistema musculoesquelético. Entre as mais frequentes estão:
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Rigidez articular e dor nos ombros, conhecida como capsulite adesiva (ou “ombro congelado”), que limita os movimentos e é mais comum em quem tem diabetes tipo 1 ou 2.
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Síndrome do túnel do carpo, provocada pela compressão de nervos na mão, que gera formigamento e fraqueza nos dedos.
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Contratura de Dupuytren, em que os dedos ficam curvados para dentro da palma, dificultando abrir as mãos completamente.
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Osteoartropatia diabética (ou pé de Charcot), condição mais grave que causa deformidades nos ossos e articulações dos pés.
Em todos esses casos, o tratamento ortopédico e fisioterapêutico precoce é fundamental para evitar perda funcional e dor crônica.
A importância da ortopedia no cuidado com a diabetes
A ortopedia tem papel essencial na prevenção e tratamento das complicações musculoesqueléticas causadas pela diabetes. O ortopedista avalia o impacto da doença nos ossos e articulações e orienta o paciente sobre cuidados com o movimento, o calçado e o fortalecimento muscular.
Além disso, a atuação em conjunto com a fisioterapia ajuda a manter a amplitude de movimento, melhorar a circulação e reduzir a rigidez. O acompanhamento regular também permite detectar alterações precocemente, evitando agravamentos.
Por exemplo, pacientes com dor nos pés ou tornozelos devem procurar avaliação ortopédica o quanto antes, já que pequenas alterações podem evoluir para feridas e infecções graves.
Cuidados que fazem a diferença
Manter o controle da glicemia é o primeiro passo para preservar o sistema musculoesquelético. Porém, também é importante adotar hábitos que protejam o corpo de sobrecargas e inflamações, como:
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Praticar atividade física regular, com orientação profissional.
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Usar calçados adequados e evitar andar descalço, especialmente se houver perda de sensibilidade nos pés.
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Realizar alongamentos diários para manter a flexibilidade.
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Fazer avaliações ortopédicas e fisioterapêuticas periódicas, mesmo na ausência de dor.
A diabetes vai além do controle da glicose, ela afeta todo o corpo, inclusive os músculos, ossos e articulações. Por isso, cuidar do movimento é parte essencial do tratamento.
Na CORTS, o paciente encontra acompanhamento integrado entre ortopedia e fisioterapia, com foco em prevenção, reabilitação e bem-estar. Agende uma consulta conosco e descubra como proteger sua mobilidade e viver com mais equilíbrio, força e qualidade de vida.





