O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro, é um convite global à reflexão sobre inclusão, acessibilidade e participação plena em todas as áreas da vida. Criada pela ONU, a data reforça a importância de eliminar barreiras físicas, sociais e atitudinais, a fim de garantir que todas as pessoas tenham seus direitos respeitados.

Além disso, a data lembra que a deficiência não define um indivíduo, e sim a necessidade de adaptações, suporte adequado e oportunidades reais. Por essa razão, os cuidados ortopédicos tornam-se parte essencial desse processo, já que contribuem para a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida.
Como a ortopedia atua em diferentes tipos de deficiência
A ortopedia participa do cuidado de diversas condições que afetam o movimento, a postura e a mobilidade. Desse modo, sua atuação abrange diferentes tipos de deficiência, entre eles:
• Deficiência física de origem neurológica
Condições como paralisia cerebral, lesões medulares, AVC e distrofias musculares alteram tônus, força, equilíbrio e coordenação motora. Nesses casos, a ortopedia atua na prevenção de deformidades, no alinhamento dos membros, na correção postural e no suporte ao movimento.
• Deficiências ortopédicas estruturais
Alterações como escoliose, pé torto congênito, discrepância entre os membros inferiores e deformidades ósseas congênitas ou adquiridas também exigem acompanhamento. Assim, o ortopedista orienta correções, adaptações e intervenções que favorecem a funcionalidade.
• Deficiência física adquirida por trauma
Fraturas graves, amputações, lesões esportivas e acidentes podem gerar limitações temporárias ou permanentes. Por isso, a ortopedia atua tanto na reconstrução quanto no suporte para o uso de órteses, próteses e auxiliares de marcha.
• Deficiência associada a doenças crônicas
Doenças como artrite reumatoide, artrose avançada e osteoporose podem comprometer o movimento. Nessas situações, o cuidado ortopédico contribui para reduzir dor, preservar mobilidade e evitar progressões articulares.
• Deficiência motora decorrente de má-formação
Algumas crianças nascem com alterações nos ossos ou articulações que influenciam o desenvolvimento motor. Com acompanhamento precoce, é possível corrigir desvios e favorecer a autonomia futura.
O papel do fisiatra no cuidado da pessoa com deficiência
A Medicina Física e Reabilitação, representada pelo fisiatra, tem papel fundamental na assistência à pessoa com deficiência. O fisiatra é o médico responsável por avaliar a funcionalidade, estruturar o plano de reabilitação e coordenar os diferentes profissionais envolvidos no processo terapêutico.
Dessa forma, ele atua como elo entre as necessidades musculoesqueléticas, neurológicas e funcionais do paciente. Por exemplo, o fisiatra orienta o uso de órteses e próteses, acompanha adaptações, maneja a dor e ajusta estratégias de reabilitação conforme a evolução. Consequentemente, sua atuação complementa o trabalho do ortopedista e potencializa os resultados da fisioterapia.
Por isso, incluir o fisiatra no acompanhamento promove uma reabilitação mais completa, integrada e centrada na autonomia da pessoa.
Fisioterapia: um pilar que reforça a independência
A fisioterapia incentiva a independência funcional, melhora força e equilíbrio e ajuda o paciente a reconhecer suas capacidades. Além disso, atua no manejo do tônus muscular, na estimulação global e na reabilitação motora, contribuindo para:
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desenvolvimento motor em crianças;
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manutenção funcional em adultos;
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prevenção de quedas em idosos;
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autonomia nas atividades diárias.
A Inclusão é prática contínua
Garantir o direito ao movimento não depende de uma única ação. Pelo contrário, é um processo contínuo que envolve:
- adaptar ambientes;
- acolher sem preconceito;
- promover acesso ao cuidado;
- ouvir necessidades individuais;
- fortalecer políticas inclusivas.
Na CORTS, esse compromisso se manifesta diariamente. Nossa equipe atua de forma integrada para oferecer um acompanhamento especializado, acolhedor e orientado à autonomia. Agende uma consulta conosco e conheça formas de promover movimento, bem-estar e inclusão no cuidado musculoesquelético.





