O Dia dos Avós é uma oportunidade para celebrar afeto, cuidado e convivência. Além disso, a data pode incentivar atividades que aproximem gerações e coloquem o corpo em movimento.
Crianças e idosos apresentam necessidades diferentes. No entanto, ambos podem se beneficiar de atividades compartilhadas e adaptadas. Para as crianças, brincar contribui para a coordenação, o equilíbrio e o desenvolvimento motor. Já entre os idosos, uma rotina ativa ajuda a preservar a mobilidade, a autonomia e a capacidade de realizar tarefas diárias.

Uma revisão sistemática publicada na revista Ageing Research Reviews analisou 44 estudos sobre atividades intergeracionais. Os resultados indicaram possíveis benefícios sociais, cognitivos e relacionados à saúde. Entre eles, estavam maior interação social e estímulo à atividade física. Contudo, os pesquisadores destacaram que os resultados variaram conforme o tipo e a duração dos programas.
Movimento que aproxima gerações
A atividade física não precisa acontecer apenas na academia. Caminhar, dançar, brincar, cuidar do jardim e passear no parque também movimentam o corpo.
O Ministério da Saúde destaca que a atividade física pode acontecer durante o lazer, o deslocamento e as tarefas cotidianas. O órgão também recomenda brincadeiras ativas em família, pois elas ajudam a colocar crianças e adultos em movimento.
Para que a experiência seja positiva, a atividade deve respeitar o ritmo dos avós e a idade das crianças. Assim, ninguém precisa transformar o encontro em uma competição ou em um treino intenso.
Caminhadas e passeios ao ar livre
Uma caminhada em uma praça, parque ou rua tranquila pode ser uma boa atividade entre avós e netos. Durante o passeio, a família pode observar árvores, conversar, tirar fotografias ou procurar objetos de determinadas cores. Para os idosos, caminhar ajuda a manter a capacidade de movimentação e a independência. Para as crianças, o passeio estimula a exploração do ambiente e reduz o tempo dedicado a atividades sedentárias.
É importante escolher um local plano, usar calçados adequados e evitar os horários mais quentes. Além disso, a família deve planejar pausas sempre que necessário.
Dança dentro de casa
Colocar uma música conhecida e dançar alguns minutos pode transformar o encontro em um momento divertido. Os avós podem ensinar passos de músicas da sua época. Ao mesmo tempo, as crianças podem apresentar novos ritmos.
A dança movimenta braços, pernas e tronco. Além disso, trabalha ritmo, coordenação e equilíbrio. Não é preciso realizar movimentos difíceis. Passos lentos, palmas e movimentos sentados também podem fazer parte da atividade.
Brincadeiras com bola
Jogar uma bola leve de uma pessoa para outra estimula atenção, coordenação e tempo de reação. Também é possível chutar a bola devagar, derrubar garrafas vazias ou tentar acertar um alvo próximo.
A atividade deve ser adaptada ao espaço e à mobilidade dos participantes. Por exemplo, o avô ou a avó pode permanecer sentado enquanto lança e recebe a bola. Dessa forma, a brincadeira inclui todos sem exigir deslocamentos rápidos.
O Ministério da Saúde recomenda variedade nas atividades infantis para estimular diferentes habilidades motoras. Além disso, destaca que as práticas em família podem beneficiar pessoas de diferentes idades.
Jardinagem em conjunto
Plantar uma muda, regar as plantas ou cuidar de uma pequena horta também envolve movimento. Essas tarefas trabalham as mãos, os braços e a coordenação. Além disso, incentivam responsabilidade, paciência e troca de conhecimentos.
Os avós podem ensinar como cuidar das plantas. Por outro lado, as crianças podem ajudar em tarefas leves, como transportar pequenos recipientes ou recolher folhas. Entretanto, é importante evitar que o idoso permaneça curvado por muito tempo. Bancos, ferramentas com cabos mais longos e vasos elevados podem tornar a atividade mais confortável.
Como tornar as atividades mais seguras
Antes de começar, a família deve observar o espaço. Tapetes soltos, pisos molhados e objetos espalhados podem aumentar o risco de quedas. Além disso, todos devem usar roupas confortáveis e manter água por perto.
A intensidade precisa permitir que avós e netos conversem durante a atividade. Também é importante evitar movimentos bruscos, saltos e mudanças rápidas de direção quando o idoso apresenta dificuldade de equilíbrio.
Dor forte, tontura, falta de ar incomum ou perda de equilíbrio indicam a necessidade de interromper a atividade. Pessoas com limitações de mobilidade ou doenças já diagnosticadas podem precisar de orientação profissional antes de iniciar uma nova rotina.
Quando a dor limita a convivência
Dores nos joelhos, quadris, coluna ou pés podem dificultar os passeios e as brincadeiras. Porém, abandonar completamente o movimento também pode contribuir para fraqueza, rigidez e perda de autonomia. Por isso, dores persistentes precisam de avaliação. O ortopedista investiga a origem do desconforto. Já a fisioterapia pode trabalhar força, mobilidade, equilíbrio e segurança durante os movimentos.
As atividades entre crianças e idosos fortalecem vínculos e criam oportunidades de movimento. Além disso, mostram que cuidar da saúde pode ser simples e prazeroso.
Na CORTS, avaliamos as necessidades de cada paciente e orientamos atividades compatíveis com sua mobilidade e condição física. Se a dor ou a dificuldade de movimento tem limitado esses momentos em família, agende uma consulta conosco.





