Dor lombar, rigidez no pescoço ou desconforto que se espalha para braços e pernas podem gerar uma dúvida comum: qual profissional procurar para cuidar da coluna?

Na prática, não existe uma única opção para todos os casos. A escolha depende dos sintomas, da causa da dor e das necessidades de cada paciente. Além disso, essas formas de cuidado podem se complementar.
A proximidade entre o Dia do Quiropraxista, celebrado em 18 de setembro, e o Dia do Ortopedista, em 19 de setembro, é uma boa oportunidade para entender o papel de cada área. Além disso, a fisioterapia também participa frequentemente do tratamento e da recuperação de problemas da coluna.
Dor na coluna nem sempre tem a mesma causa
Uma dor nas costas pode surgir depois de esforço físico, movimentos repetitivos ou longos períodos na mesma posição. Por outro lado, algumas pessoas apresentam alterações nos discos, articulações ou estruturas nervosas.
A Organização Mundial da Saúde destaca que a lombalgia pode limitar os movimentos e comprometer a qualidade de vida. Ainda assim, a maior parte dos casos de dor lombar é classificada como inespecífica. Ou seja, nem sempre existe uma única alteração estrutural responsável pelo sintoma.
Por isso, o tratamento não deve depender apenas do local da dor. É preciso considerar sua duração, intensidade e relação com os movimentos. Além disso, formigamento, dormência e perda de força ajudam a direcionar a investigação.
Quando procurar a ortopedia?
O ortopedista diagnostica e trata doenças e lesões que envolvem ossos, músculos, articulações, ligamentos, tendões e outras estruturas do sistema musculoesquelético.
Na coluna, a avaliação ortopédica pode ajudar principalmente quando a dor persiste, piora ou limita as atividades. Além disso, sintomas como dor que desce para braços ou pernas, perda de força e alterações de sensibilidade merecem atenção. Quando necessário, o ortopedista pode complementar a investigação com exames e definir as opções de tratamento.
Onde entra a fisioterapia?
A fisioterapia atua principalmente na recuperação do movimento e da funcionalidade.
Por isso, o fisioterapeuta pode avaliar mobilidade, força, controle dos movimentos e limitações provocadas pela dor. A partir dessa análise, ele planeja exercícios e outras estratégias de acordo com as necessidades do paciente, em outras palavras, a fisioterapia pode ajudar tanto em quadros de dor quanto na recuperação após lesões ou cirurgias.
E a quiropraxia?
A quiropraxia utiliza recursos manuais direcionados ao sistema musculoesquelético, incluindo técnicas de mobilização e manipulação articular.
No Brasil, o COFFITO reconhece a quiropraxia como uma especialidade profissional da Fisioterapia. Entre suas competências estão a avaliação funcional e a utilização de técnicas relacionadas ao sistema musculoesquelético. Em alguns casos de dor lombar, técnicas manipulativas podem integrar o tratamento.
Então, qual é a melhor escolha?
Em vez de perguntar qual dessas áreas é “melhor”, vale pensar qual delas faz sentido para aquele momento do tratamento.
A ortopedia pode investigar doenças e lesões e definir a conduta clínica. Já a fisioterapia trabalha diretamente a recuperação do movimento, da força e da funcionalidade. Por sua vez, a quiropraxia pode integrar o cuidado em situações selecionadas, principalmente por meio de abordagens manuais.
Inclusive, as diretrizes atuais para dor lombar valorizam tratamentos individualizados. A OMS recomenda combinar diferentes estratégias conforme as necessidades do paciente, em vez de apostar em uma única intervenção para todos os casos.
Na CORTS, ortopedia, fisioterapia e recursos de reabilitação podem atuar de forma integrada conforme as necessidades de cada paciente. Se a dor na coluna persiste, limita seus movimentos ou vem acompanhada de outros sintomas, agende uma avaliação conosco para identificar a abordagem mais adequada.



