A adolescência é um período marcado por muitas transformações físicas, pois o corpo cresce rapidamente, os ossos se desenvolvem e a postura passa por diversas adaptações. Nessa fase, costuma surgir a forma mais comum de escoliose: a escoliose idiopática do adolescente.

Essa também é uma fase em que pais e responsáveis passam a observar mais atentamente o crescimento dos filhos. Por isso, alterações na postura ou assimetrias corporais costumam gerar dúvidas e preocupação.
Por que ela aparece justamente na adolescência?
Os especialistas ainda não conhecem completamente a origem da escoliose idiopática, no entanto, estudos sugerem que fatores genéticos podem influenciar seu desenvolvimento, especialmente pela possibilidade de transmissão genética e pela associação com determinados polimorfismos genéticos. Ao mesmo tempo, a adolescência coincide com o chamado estirão de crescimento. Durante essa fase, os ossos crescem rapidamente e, em alguns jovens predispostos, a curvatura da coluna pode surgir ou aumentar.
Por esse motivo, os ortopedistas acompanham com atenção pacientes que ainda estão em fase de crescimento, afinal, quanto maior o potencial de crescimento restante, maior pode ser o risco de progressão da curva.
Quais sinais merecem atenção?
Em muitos casos, a escoliose não provoca dor nas fases iniciais e consequentemente, o diagnóstico nem sempre acontece logo no início. Muitas vezes, familiares, professores ou profissionais de saúde percebem alterações na postura antes mesmo do aparecimento de sintomas.
Entre os sinais mais comuns:
- Um ombro mais alto que o outro,
- Uma escápula mais saliente “asa” nas costas,
- Cintura assimétrica, com um lado mais marcado,
- Quadris desalinhados,
- Inclinação do tronco para um lado,
- Cabeça não centralizada em relação ao corpo,
- Diferença no comprimento aparente das pernas.
O papel da fisioterapia e do acompanhamento especializado
A fisioterapia é uma importante aliada no tratamento da escoliose. Além de trabalhar mobilidade, fortalecimento muscular e consciência corporal, ela auxilia no acompanhamento da função e da postura ao longo do desenvolvimento.
Métodos específicos, como a Reeducação Postural Global (RPG), podem integrar o plano terapêutico em alguns casos. No entanto, a indicação deve sempre considerar as características individuais do paciente. Além disso, o acompanhamento periódico permite monitorar possíveis mudanças na coluna durante o crescimento.
A atuação conjunta entre ortopedista e fisioterapeuta contribui para uma abordagem mais completa e individualizada.0

Na CORTS, o Dr. Erik Vecina, ortopedista especializado em coluna, realiza o acompanhamento de alterações da coluna durante o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes e reforça a importância da observação precoce e do acompanhamento especializado.
Se você percebeu alterações posturais, assimetrias nos ombros ou tem dúvidas sobre a saúde da coluna do seu filho, agende uma consulta conosco. Uma avaliação adequada permite identificar precocemente possíveis alterações e definir o melhor acompanhamento para cada caso.





