O Dia Internacional da Amizade, celebrado em 30 de julho, foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU como uma forma de valorizar os vínculos entre pessoas, culturas e comunidades. Além do afeto, a amizade também pode ter impacto direto na saúde, especialmente quando incentiva hábitos mais ativos no dia a dia.
Ter alguém ao lado pode ser o incentivo que faltava para começar uma caminhada, voltar à academia, participar de uma aula de dança ou procurar ajuda antes que uma dor se agrave. Afinal, o movimento nem sempre começa com grandes metas. Em muitos casos, ele começa com um convite simples: “vamos juntos?”

Por que a companhia ajuda a sair do sedentarismo?
Manter uma rotina ativa exige constância. No entanto, muitas pessoas desistem quando precisam fazer isso sozinhas. Nesse sentido, a amizade pode funcionar como apoio emocional, motivação e compromisso.
Um estudo publicado no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity analisou a relação entre suporte social e atividade física em adultos mais velhos. Os autores observaram que o apoio social voltado à prática de atividade física se associa a maior participação em caminhadas, exercícios moderados e atividades vigorosas. Além disso, o suporte emocional pode aumentar o prazer durante o exercício, o que favorece a adesão ao hábito.
Por isso, caminhar com um amigo, combinar treinos em dupla ou participar de grupos de movimento pode tornar a prática mais leve e sustentável. A companhia reduz a sensação de esforço isolado e transforma o exercício em um momento de convivência.
Atividade física não precisa começar intensa
Muitas pessoas associam a prática de exercícios apenas à academia, à corrida ou a treinos prolongados. No entanto, a realização de 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, já atende às recomendações de atividade física.
O Guia de Atividade Física para a População Brasileira reforça que o movimento pode acontecer em diferentes contextos: no lazer, no deslocamento, no trabalho, nos estudos ou nas tarefas domésticas. Ou seja, não é necessário começar por uma rotina complexa. Uma caminhada no bairro, uma dança em casa ou uma ida ao parque já podem fazer diferença.
Ainda assim, o começo pode ser gradual. Para quem está parado há muito tempo, pequenas mudanças já ajudam: caminhar alguns minutos com um amigo, trocar mensagens para lembrar da atividade, combinar horários fixos ou escolher algo prazeroso, como dança, hidroginástica, alongamento ou pedal leve.
Com o tempo, a frequência pode aumentar. O mais importante é criar uma rotina possível, segura e adequada à condição física de cada pessoa.
Quando a dor atrapalha o movimento
Dor persistente nos joelhos, coluna, quadril, ombros ou pés pode limitar a prática de atividade física e dificultar a constância. Nesses casos, insistir no exercício sem orientação pode piorar o quadro. Por outro lado, evitar todo tipo de movimento também pode aumentar rigidez, fraqueza muscular e insegurança. Por isso, a avaliação profissional ajuda a identificar a causa da dor e orientar uma retomada segura.
Na CORTS, o cuidado considera sintomas, rotina, mobilidade, força e objetivos de cada paciente. Se a dor tem impedido você de se movimentar, agende uma consulta conosco. Com orientação adequada, é possível realizar atividades com segurança, e, quem sabe, na companhia de alguém que também quer cuidar da saúde.





