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Fumar atrapalha a recuperação de fraturas e cirurgias?

Quando falamos sobre os efeitos do cigarro, doenças pulmonares, cardiovasculares e câncer costumam receber mais atenção. No entanto, o tabagismo também pode interferir na recuperação dos ossos e dos tecidos após uma fratura ou cirurgia.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, chama a atenção para os diferentes prejuízos provocados pelo tabaco.  Na ortopedia, essa discussão também importa. Afinal, para que um osso consolide ou uma ferida cirúrgica cicatrize, o organismo precisa trabalhar durante semanas ou meses. E fumar pode dificultar algumas etapas desse processo.

Afinal, fumar atrapalha a recuperação de uma fratura?

Sim. O tabagismo pode tornar a consolidação óssea mais lenta e aumentar o risco de problemas durante a recuperação.

Para reparar uma fratura, o organismo precisa formar novo tecido ósseo na região lesionada. Além disso, uma boa irrigação sanguínea ajuda a levar oxigênio e outros elementos necessários ao processo de cicatrização.

Nesse sentido, o cigarro pode representar um obstáculo. A American Academy of Orthopaedic Surgeons aponta que a nicotina pode reduzir o fluxo de sangue para ossos e tendões em recuperação. Além disso, ela interfere na atividade das células responsáveis pela formação óssea. Consequentemente, pessoas que fumam podem levar mais tempo para consolidar uma fratura.

Na ortopedia, esse cuidado é importante em diferentes tipos de fratura, como as que atingem punho, tornozelo, quadril, braço e perna. Algumas surgem após quedas ou acidentes, enquanto outras podem estar associadas à fragilidade óssea, como ocorre na osteoporose.

E nas cirurgias, qual é o impacto do cigarro?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas que fumam apresentam maior risco de complicações pós-operatórias. Entre elas estão alterações pulmonares e cardiovasculares, infecções e dificuldade na cicatrização das feridas.

Isso ocorre por diferentes mecanismos. A nicotina e o monóxido de carbono presentes na fumaça do cigarro podem prejudicar a oferta de oxigênio aos tecidos. Ao mesmo tempo, o tabagismo interfere no sistema imunológico e pode dificultar a cicatrização.

Fumar pode aumentar o risco de infecção?

O cigarro não significa que uma pessoa obrigatoriamente desenvolverá uma infecção. No entanto, o tabagismo aumenta esse risco no período pós-operatório, pois pode comprometer a resposta imunológica e atrasar a cicatrização. Dessa forma, a região operada pode ficar mais suscetível a complicações.

O CDC também inclui a interrupção do tabagismo entre as medidas que ajudam a reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico.

Parar de fumar nem sempre depende apenas de força de vontade

A nicotina pode causar dependência química. Por isso, muitas pessoas encontram dificuldades para abandonar o cigarro sem acompanhamento.

Essa dificuldade não deve ser interpretada simplesmente como falta de vontade. O tratamento pode combinar estratégias comportamentais e, quando indicado, medicamentos para controlar os sintomas da abstinência. O SUS oferece tratamento para quem deseja parar de fumar, por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. A rede inclui acompanhamento e opções terapêuticas baseadas em evidências.

Dessa forma, quem encontra dificuldade para abandonar o cigarro pode buscar apoio profissional em vez de enfrentar o processo sozinho.

Cuidar da recuperação também significa olhar para os hábitos

Depois de uma fratura ou cirurgia, é comum concentrar a atenção em medicamentos, curativos, fisioterapia e retorno aos movimentos. No entanto, hábitos cotidianos também podem interferir na recuperação.

Se você está se recuperando de uma fratura ou se preparando para uma cirurgia ortopédica, seguir corretamente as orientações do tratamento faz diferença. Agende uma avaliação na CORTS e tire suas dúvidas sobre os cuidados necessários em cada etapa da recuperação.

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Nota ao leitor: As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

2 respostas

    1. Olá Leandro! Ficamos felizes em saber que você parou de fumar e já está se sentindo melhor. Manter-se sem fumar traz diversos benefícios à saúde.

      Parabéns pela decisão, continue cuidando da sua saúde!

      Equipe CORTS

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