Quando uma dor é persiste, é comum imaginar que uma ressonância magnética seja sempre o exame mais completo. No entanto, cada método de imagem ajuda a responder perguntas diferentes sobre ossos, articulações, músculos, tendões, ligamentos e nervos.
Por isso, a escolha depende da região afetada, dos sintomas e da suspeita levantada durante a avaliação ortopédica.
No Dia do Médico Radiologista e Dia Internacional da Radiologia, celebrado em 8 de novembro, vale entender como raio-X, ultrassom, tomografia e ressonância ajudam a investigar dores e lesões do sistema musculoesquelético.

Quando o raio-X pode ajudar na ortopedia?
O raio-X costuma ser um dos primeiros exames utilizados quando existe suspeita de alteração óssea.
Na ortopedia, ele pode ajudar a identificar fraturas, luxações, alterações no alinhamento dos ossos e sinais de artrose. Além disso, também permite acompanhar a consolidação de uma fratura ao longo do tratamento.
Por outro lado, o raio-X mostra menos detalhes de estruturas como músculos, tendões e ligamentos. Nesse caso, o ortopedista pode indicar outro exame conforme a suspeita.
Ultrassom: quando a dor envolve músculos e tendões
O ultrassom musculoesquelético permite avaliar estruturas como músculos, tendões, ligamentos, nervos e algumas articulações.
Por isso, pode ajudar na investigação de problemas frequentes na ortopedia, como tendinites, bursites, rupturas de tendões e lesões musculares. Além disso, como produz imagens em tempo real, o exame pode mostrar determinadas estruturas durante o movimento. Isso pode ser útil quando a dor aparece apenas em posições específicas.
Quando a tomografia faz diferença?
A tomografia computadorizada produz imagens mais detalhadas dos ossos do que a radiografia convencional.
Na ortopedia e na traumatologia, ela pode ser especialmente útil em fraturas complexas, traumas articulares e lesões ósseas difíceis de visualizar apenas no raio-X. Por exemplo, em regiões com anatomia mais complexa, como coluna, quadril, tornozelo ou algumas articulações, a tomografia pode ajudar a mostrar melhor a extensão da lesão.
Ela não substitui automaticamente o raio-X, mas pode complementar a investigação quando é necessário observar o osso com mais detalhes.
E a ressonância magnética?
A ressonância magnética oferece imagens detalhadas dos tecidos moles e das estruturas articulares.
Por isso, é bastante utilizada na ortopedia para investigar lesões de ligamentos, meniscos, cartilagens, tendões e músculos, além de alterações da coluna. Em uma dor no joelho, por exemplo, o exame pode ajudar a avaliar meniscos e ligamentos. Já no ombro, pode investigar tendões do manguito rotador. Na coluna, pode mostrar hérnias de disco e possíveis compressões de estruturas nervosas.
Radiologia e ortopedia trabalham juntas na investigação da dor
A avaliação ortopédica ajuda a identificar quais estruturas podem estar causando o problema. Já os exames de imagem podem complementar essa análise e mostrar alterações que não são visíveis apenas no exame físico. Dessa forma, radiologia e ortopedia se complementam no diagnóstico de fraturas, lesões esportivas, problemas articulares, alterações da coluna e outras condições musculoesqueléticas.
Na CORTS, o ortopedista avalia os sintomas e, quando necessário, indica o exame de imagem mais adequado para esclarecer a origem da dor. Se o desconforto persiste, piora ou limita seus movimentos, agende uma avaliação conosco.





