Sorocaba-SP

Av. Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, 145

Entre em contato

(15) 3519-4480

Dor nas pernas em crianças à noite: pode ser dor do crescimento?

A criança brinca normalmente durante o dia, mas, à noite, começa a reclamar de dor nas pernas. Para muitas famílias, essa situação desperta uma dúvida: será que é a chamada dor do crescimento?

No mês das crianças, vale aproveitar o tema para lembrar que dores recorrentes também merecem atenção na infância. Embora a chamada “dor do crescimento” seja geralmente benigna, alguns sinais podem indicar a necessidade de investigação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), esse tipo de dor costuma aparecer em crianças entre 3 e 12 anos, principalmente no final do dia ou durante a noite. Apesar do nome popular, não existe comprovação de que o crescimento dos ossos provoque a dor. Por isso, especialistas também utilizam o termo “dor recorrente em membros”.

Como costuma ser a chamada dor do crescimento?

Algumas características ajudam a reconhecer o padrão mais comum.

A dor geralmente aparece nas coxas, panturrilhas ou canelas e costuma atingir as duas pernas ou alternar entre elas. Além disso, pode surgir após um dia de muitas brincadeiras ou atividade física.

Outro detalhe importante é o horário. O desconforto tende a surgir no final da tarde, à noite ou até durante o sono. Porém, pela manhã, a criança normalmente acorda sem dor e segue suas atividades normalmente. Nesse quadro, também não costumam aparecer inchaço, vermelhidão ou dificuldade para caminhar. O exame físico, em geral, não apresenta alterações.

Por outro lado, brincar, correr e praticar esportes também podem provocar dores musculares por sobrecarga. Nesse caso, o contexto ajuda a diferenciar um desconforto passageiro de um problema que merece avaliação.

Quando a dor nas pernas precisa de atenção?

Nem toda dor noturna nas pernas deve receber automaticamente o rótulo de “dor do crescimento”.

Alguns sinais fogem do padrão habitual. É importante procurar avaliação quando a dor:

  • aparece sempre em apenas uma perna;
  • provoca dificuldade para caminhar ou faz a criança mancar;
  • persiste pela manhã;
  • ocorre diretamente em uma articulação;
  • vem acompanhada de inchaço ou vermelhidão;
  • interfere nas brincadeiras e nas atividades diárias;
  • aparece junto com febre, perda de peso ou cansaço incomum.

Esses sinais podem estar relacionados a outras condições e precisam de investigação.

Além disso, uma dor que aumenta progressivamente ou surge depois de uma queda ou trauma também merece atenção.

O que fazer quando a criança sente dor à noite?

Nos quadros típicos de dor recorrente em membros, massagem suave e calor local podem ajudar a aliviar o desconforto. A SBP também orienta que, quando necessário, medicamentos para dor devem seguir a recomendação do profissional que acompanha a criança.

Além disso, os responsáveis podem observar quando os episódios aparecem, quanto tempo duram e quais regiões doem. Essas informações ajudam bastante durante uma avaliação.

Por outro lado, se a criança apresenta sinais diferentes do padrão habitual, o ideal é não tentar resolver apenas com repouso ou medicamentos por conta própria.

Dor na infância também merece ser investigada

Na maioria das vezes, a chamada dor do crescimento apresenta evolução benigna. No entanto, não é preciso considerar toda dor nas pernas como uma consequência normal da infância.

Neste mês das crianças, cuidar também significa prestar atenção ao que elas sentem. Se a dor nas pernas está se repetindo, alterando a forma de caminhar ou interferindo nas atividades, agende uma avaliação na CORTS para investigar a origem do desconforto.

CORTS

CORTS

Clínica de Ortopedia, Reabilitação e Traumatologia de Sorocaba

Há mais de 40 anos cuidando de você e sua família desde os primeiros passos.

Agendamento de consultas pelos números:
☎️ (15) 3519-4480 | 📱 (15) 98135-0308

Nota ao leitor: As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Compartilhe esse artigo!