Depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), algumas pessoas apresentam dificuldade para caminhar, movimentar um braço, manter o equilíbrio ou realizar tarefas simples do dia a dia. Por isso, a reabilitação faz parte do tratamento e pode começar ainda no hospital, assim que o quadro clínico estiver estável.
No Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, vale entender como a fisioterapia participa desse processo e por que a recuperação varia de uma pessoa para outra.

Quando começar a fisioterapia após um AVC?
Não existe um prazo único para iniciar a fisioterapia. A equipe define o momento e as estratégias de acordo com o estado clínico e funcional do paciente.
Nos primeiros momentos, a prioridade é estabilizar o quadro clínico. No entanto, ainda durante a internação hospitalar, profissionais de reabilitação já podem iniciar o acompanhamento. Nessa fase, um dos objetivos é evitar ou minimizar complicações decorrentes do AVC e preparar a continuidade dos cuidados após a alta.
O que a fisioterapia pode trabalhar?
O AVC pode comprometer força, equilíbrio, sensibilidade, flexibilidade e capacidade para realizar movimentos. Por isso, a avaliação funcional considera diferentes aspectos antes de definir o programa de reabilitação. Quando existe fraqueza muscular, por exemplo, as diretrizes incluem exercícios de fortalecimento progressivo e, em determinadas situações, eletroestimulação associada ao treino de tarefas funcionais.
Além disso, a fisioterapia pode trabalhar movimentos importantes para a independência, como sentar, levantar, permanecer em pé e caminhar.
Cada pessoa se recupera de uma forma
Não existe uma recuperação igual para todos.
A avaliação deve considerar não apenas as limitações, mas também as capacidades preservadas, o contexto social e as necessidades de cada pessoa. Por isso, as metas podem mudar ao longo do tratamento. Para um paciente, o objetivo inicial pode ser conseguir permanecer sentado com segurança. Para outro, pode ser voltar a caminhar ou melhorar o uso de um braço.
Além disso, a reabilitação pode utilizar estratégias para compensar funções que não foram completamente recuperadas, ajudando o paciente a alcançar maior funcionalidade.
A fisioterapia trabalha sozinha?
Não. Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e outros profissionais podem participar do acompanhamento conforme as alterações apresentadas.
Isso acontece porque o AVC não compromete apenas os movimentos. Também podem surgir alterações na comunicação, cognição, deglutição, sensibilidade e humor.
Familiares e cuidadores têm participação importante nesse processo.Uma parceria entre equipe, família e cuidador, com orientações claras sobre as necessidades da pessoa que sofreu o AVC é importante, além disso, prevenir quedas também faz parte do cuidado.
O objetivo é recuperar autonomia
O objetivo maior da reabilitação é reduzir limitações, desenvolver habilidades funcionais e favorecer maior autonomia nas atividades diárias.
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, a reabilitação deve contribuir para a manutenção da saúde física e mental, além de promover autonomia e inclusão social.
Na CORTS, o processo de reabilitação considera as limitações funcionais, as capacidades preservadas e os objetivos de cada paciente. Se você ou um familiar apresenta dificuldades de movimento após um AVC, agende uma avaliação conosco para conhecer as possibilidades de acompanhamento.





